terça-feira, 13 de janeiro de 2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ah o Natal!

Gostaria de começar esse texto dizendo o quão maravilhoso foi o meu natal, porém, não seria verdadeiro. Esse ano, não teve santo ou o pai do santo, mesa branca e médium, que fizesse baixar em mim o espírito natalino. E foram muitas as oportunidades – visitei a vila encantada com todos os seus “palhaços noéis” (surfista, fotografo e futurista), fui ao Ortho Municipal e na cidade encantada do Solar Antique (puro plágio, prefiro a vila), a decoração em casa a cidade enfeitada e a constatação (falsa) de que nessa época as pessoas ficam mais amáveis, tolerantes, felizes e gentis. Enfim, nada disso foi suficiente para que o bendito do espírito baixasse em mim. Apesar de ter deixado de acreditar em Papai Noel primeiro que o meu irmão (mais velho), sempre gostei do Natal, não só pelos presentes, é claro, mas por seu significado e pelo o que ele representa para a família. Comemorar o aniversário de um homem que nasceu a dois mil anos e foi capaz de mudar a história do Mundo é fantástico. Assim como é reunir toda a família e celebrar ano após ano o aniversário dele. Enfim, seja rico ou seja pobre o velinho nem sempre vem.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

João Vive Para o Trabalho, Família e Para Ser Feliz.

João Vive Para o Trabalho

João é funcionário público e todos os dias ao acordar procura pelo jornal, afinal, é preciso estar informado. Toma café ao mesmo tempo em que assisti as primeiras notícias do dia na televisão. Lembra a mulher do atraso das crianças para a escola e reclama do preço da gasolina e do leite – estão pela hora da morte, diz. Chega à repartição, religiosamente, às 08h00min. Está sempre preocupado com o que as pessoas podem pensar de si, então procura chegar cedo e cumprir com todas as suas tarefas, assim, estará sendo um homem importante e essencial para a sociedade. Nunca aceita os convites dos colegas para tomar um chope depois do trabalho – botequim não é lugar para homens como ele, pensa. Ao chegar em casa ouve os relatos do movimentado dia de dona de casa da mulher, e fica sabendo que precisa comprar uma torneira nova e mais leite – o leite está pela hora da morte, resmunga. Os filhos já estão dormindo. João não os vê crescer. Assisti ao noticiário jantando, alguma notícia pode ter passado despercebida durante o dia, João quer estar sempre informado. Acompanha ao último telejornal enquanto se prepara para dormir. Pensa nas tarefas que terá que realizar no outro dia, não reza, mas agradece por seu emprego – um homem sem emprego não é um homem, acredita. João não viaja porque tem medo de avião, não vai de carro, porque também tem medo das estradas, ele ainda não aprendeu que os riscos são os mesmo de se atravessar uma rua ou de entrar num banco. Passam-se 30 anos, os filhos estão crescidos e formados, graças ao seu trabalho. Porém, com o tempo veio à aposentadoria e João deixa de sentir que é um homem essencial e importante para a sociedade. No seu 10º dia como aposentado, sofre um infarto ao ler no jornal que não haveria aumento para aposentadoria – “tudo” “hora” “morte”, foram suas últimas palavras. Ao chegar no céu, Deus pergunta-lhe “como você viveu?” e João, meio tímido, responde que era feliz enquanto trabalhava, sentia-se importante, mas passou a se achar frustado e inútil, pois acordava e já não tinha uma rotina a seguir. Deus então concluiu que João havia vivido tão somente para o seu trabalho, em vista disso, não era digno de entrar no céu. Ordenou que ele nascesse novamente na Terra.
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João Vive Para a Família
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João agora é dono do seu próprio escritório e já não precisa acordar cedo – ninguém teria coragem de reclamar do atraso do próprio chefe, pensa consigo mesmo. Lê somente o que lhe interessa no jornal. Durante o café, assiste desenho animado com as crianças e já não reclama com a mulher se vão se atrasar para escola – é apenas uma fase e eles crescem tão rápido, diz. Diariamente, deixa os filhos na escola e segue para o trabalho. É rápido na realização de suas tarefas, precisa buscar as crianças na “hora da saída” para que todos estejam juntos na hora do almoço – sou importante e necessário para minha família, repete para si mesmo no caminho. Continua recusando os convites dos colegas de trabalho para tomar uma cerveja depois do expediente, só passeia na companhia de sua família – um bar não é um lugar familiar, pensa. Ao chegar em casa, ouve atentamente como foi o dia de sua esposa, que logo o convida para assistir a um filme alugado por ela. Acabada a sessão, coloca as crianças para dormir e se despede com um beijo de boa noite. Acompanha ao último jornal enquanto se prepara para dormir, muda de canal quando a noticia não lhe interessa. Ele reza, agradece pela família feliz que tem e pensa num modo de desfrutar mais tempo com eles – preciso de férias, resmunga baixinho. João perdeu o medo de avião e só segue os roteiros de viajem programados por sua mulher e filhos. Teme que suas idéias não os agradem, por isso, não se permite escolher. Vai à África mesmo não gostando de safári, esquia, mesmo não gostando de neve, assume os riscos para ver sua família feliz, ele não se queixa. Passam-se 30 anos, os filhos estão crescidos e formados graças ao trabalho de João, que amarga em silêncio, por nenhum deles ter seguido a carreira do pai, por não ter feito a viagem que queria quando jovem, por nunca nem se quer ter escolhido o próprio filme ou uma gravata no guarda-roupas. Começou a sentir que já não era essencial e nem importante para a sua família. Por fora um sorriso e por dentro uma lágrima. Em depressão, João morre. Ao chegar no céu, Deus pergunta-lhe “como você viveu filho?” e João, seguro, responde – vivi incondicionalmente para a felicidade da minha família. Deus então concluiu que João havia vivido tão somente para a sua família, não importando se era feliz ou não. Decidiu que João ainda não estava pronto para adentrar no paraíso e o mandou de volta a Terra, mais uma vez.
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João Vive Para Ser Feliz
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João tem 35 anos e já está no seu terceiro matrimônio. Conheceu sua atual esposa na lua de mel do seu segundo casamento, no Havaí, talvez, nunca a tivesse conhecido se tivesse ido a Paris como queria a sua ex-mulher. Sente que ela é o amor de sua vida – mas reconhece que também achou o mesmo das outras esposas. João, já não assisti aos noticiários nem lê o jornal. Aprendeu que os políticos de hoje, são tão corruptos quanto os do passado. Que os preços sempre aumentam, como aumenta o aquecimento global, os níveis de água no mar e preço dos combustíveis. Toma café com a mulher e com os 3 filhos – cada um de uma união diferente, diz orgulhoso. Conheceu sua primeira esposa quando ainda fazia mestrado na Europa, foi por lá também que conheceu a segunda. Voltou e se tornou diretor de uma grande multinacional. Pediu demissão após um ano de trabalho. Sentia que precisava arriscar e montou o seu próprio negócio. Vai ao trabalho de moto, pois finalmente compreendeu que o risco é o mesmo de andar de carro, avião ou de atravessar uma rua para entrar no banco. Não perde mais um happy-hour com os amigos, sabe que nos bares tem sempre gente nova e que é possível aprender com eles um pouco mais sobre a vida. Já não segue horários e tem dias que até se permite sair sem relógio. Ao chegar em casa, ouve atentamente a mulher e encontra tempo para brincar com as crianças – como elas crescem rápido, diz a si mesmo. Às vezes, passa na locadora e aluga alguns filmes. Reza antes de dormi e agradece pelo dia de ontem, pelo de hoje e pelo que virá. Planeja roteiros de viajem onde todos possam se divertir. Ano passado levou a família para pular de bang-jump e fazer rapel – assumo todos os riscos, orgulha-se. Passam-se 30 anos, João se separa da terceira mulher – o amor havia acabado, dizia ele as outras pessoas. Nessa mesma época tatua o primeiro dragão nas costas e ganha o primeiro neto. Vende suas empresas e nem se importa com o fato dos filhos terem seguido rumos diferentes – eles precisam fazer suas próprias escolhas, do contrário, jamais conheceram sua verdadeira essência, disse uma vez aos amigos. João sente-se livre para fazer o que desejar. Aos 85 anos, João é visto pela última vez descendo o Monte Everest. Ele morreu. Ao chegar no céu, Deus pergunta-lhe pela terceira vez, “como você viveu?” e João responde convicto – Vivi intensamente! Não me arrependo de nada do que fiz nem do que não fiz, assumi todos os riscos, não deixei escapar nem uma oportunidade e acima de tudo, realizei todos os meus sonhos. Deus então concluiu que João havia vivido tão somente para ser feliz e isto bastava. João tornou-se digno de entrar no céu porque entendeu o real sentido da vida, acalentou sonhos e buscou por sua felicidade incessantemente.

sábado, 16 de agosto de 2008

Bem ou Mal

Todos nós carregamos no coração: muitas pessoas, algumas pessoas ou quase ninguém. É o amor que se manifesta nas mais variadas formas e nunca de maneira igual. Alguns amam mais que outros, aos que amam de menos, que não se sintam diminuídos por isso. Amor é sempre amor. Um sentimento misterioso e fantástico – avassalador ou tranqüilo. Há ainda àqueles que nunca amaram, fato compreensível, afinal, é preciso estar livre (ou aberto) a lato sensu para poder amar. Sua importância na vida humana é imensurável, tanto é, que São Paulo em sua epístola aos Coríntios, capítulo XIII, termina dizendo “permanecem a fé, a esperança, e o amor, estes três. Porém, o mais importante é o amor.” De tal modo que podemos concluir que o amor é mais essencial que a própria fé para os seres humanos. Ao invés da fé, o amor se torna o caminho da salvação. O problema está com aqueles que se entregam por completo ao amor. Passam a perder um pouco de si, à medida que amam mais. Tudo depende do modo como você olha as coisas. Entretanto, o amor faz com que percamos nossa visão precisa do mundo. Acaba se transformando em uma doença, entrando no quadro do Ministério da Saúde, que passa a advertir: Amar causa cegueira momentânea – a pessoa contaminada passa a ver somente o que quer, ignorando, o que é perfeitamente perceptível as outras pessoas. Perda da personalidade ou mudança de comportamento – o ser apaixonado tende a querer agradar o seu par te todas as formas, mesmo que isso inclua transformar-se em outra pessoa. Causa egoísmo – sendo a principal justificativa daqueles que cometem os chamados crimes passionais. Distúrbio no sono – a madrugada passa a ser utilizada para longos debates onde se discutirá a relação pelo telefone. Não raro, pode ocorrer também, a falta de apetite – o ser humano é levado a crer que pode se alimentar somente do amor, em doses diárias e com muito açúcar. A pessoa humana pode ser abatida por uma amnésia aguda, talvez seja esse o mais grave dos sintomas, haja vista, que o levará a esquecer dos amigos, familiares e suas obrigações no trabalho e escola. Não se cura um amor com outro amor. Enquanto os cientistas ainda não inventaram uma vacina capaz de reestabelecer a saúde. A cura só é possível através da chamada “dor de cotovelo” ou “dor de amor” (ou de corno). Porém, os sintomas são tão severos quanto no início da paixão. Em vista disso, suportando as dores estará a um passo de tornar-se uma pessoa melhor, e o seu psicoterapeuta o agradecerá pelas 360 consultas. Pobre daquele que passa a desejar um amor maior que si mesmo, seu quadro é terminal. E por mais dor e sofrimento que essa doença possa causar, ainda assim, é impossível ser feliz sozinho?!
P.S Há momentos em que gostaríamos de ajudar a quem amamos, porém, não podemos fazer absolutamente nada. Pelas circunstâncias que nos impossibilitam, ou quando a pessoa encontra-se fechada para qualquer aproximação.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Retrô - Futuro e nada mais.

Foi inútil pensar que minha vida não sofreria nenhuma mudança pelos acontecimentos externos a mim. Eu já fazia parte de tudo, antes mesmo de me dar conta do que estava realmente acontecendo. Apontar erros e acertos, não faria a menor diferença. Tentar prever o amanhã, na atual conjuntura, também não faz. Aprendemos que o futuro é imprevisível e que o destino pode pregar algumas (ou muitas) peças no meio do caminho, enfim. E nesse entrelace de vidas o que importa é as escolhas feitas por cada um de nós, à medida que sempre trará amadurecimento. Para alguns, as trilhas da vida assemelham-se a caminhos tortuosos e íngremes, mas para outros os caminhos percorridos são mais retilíneos e planos. Escolhas... Resumindo e sintetizando, você se da conta de que o Power Ranger vermelho que sonhava em ser jogador de futebol, cresceu e se tornou pai. O último semestre se deu como um paradigma de acontecimentos que foram surgindo na mesma velocidade com que a vida corre. Um ciclo que se fecha para que outro possa ser iniciado. Uma nova fase na vida de outra pessoa. Uma pedra que se coloca sobre muitos assuntos. A ânsia por viver um conto de fadas/fraldas culminou em um casamento que se realiza daqui a algumas horas. A precipitação, só o tempo confirmará ou negará. Se outrora não haveria nada a se fazer, agora só nos resta desejar felicidades, sorte, coragem e que seja infinito enquanto dure. De viés, a constatação de que não é a falta de planejamento que tornará indesejável algo. Em julho existirá o AMOR, nas suas mais variadas formas, no entanto, um único sentimento, puro. A vida segue o seu curso natural. O presente ainda não é passado, o futuro começa agora. Talvez eu seja como “um inferno cheio de boas intenções”. Afinal, "quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?!"


SENTIR PRIMEIRO - poema de Mário Quintana

Sentir primeiro, pensar depois

Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois

Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois

Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois

Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois

Viver primeiro, morrer depois.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

I'm Yours - Jason Mraz



Jason Mraz é um artista que surge com uma proposta nova no cenário fonográfico. Sem estilo musical definido, ele transita pelo pop, rock, folk, jazz, country e hip hop. Seu primeiro álbum foi lançado em 2005, mas somente agora ele desponta para uma carreira internacional graças ao sucesso do single “I’m Yours”.

Sem precisar apertar o play às "trilhas sonoras da vida" já entram em ação nos momentos mais inusitados, sejam eles felizes ou não, de extrema emoção ou simplesmente tranqüilos como aquele sentimento que a gente sente quando está voltando e tudo ocorreu bem no fim de semana. “I’m Yours” marcou a volta para casa depois do dia das mães em Capanema. Era 05h30min da tarde e o pôr-do-sol nos acompanhou por quase toda a viagem de volta. Abaixo algumas fotos...


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Quiçá


As coisas que você não escolhe, fazem você ser quem realmente é. Sua família, seu bairro, sua cidade. Aquela letra de música que diz: “família é quem você escolhe pra viver”; perde um pouco o sentido aqui. Mais esse texto não é para falar sobre isso. Aplica-se melhor a ele, aquele velho clichê: “não é o que você vive, mas o modo como escolhe viver”. Voltando as coisas que você não escolhe, prevalece o entendimento de que as pessoas tendem de alguma forma a se orgulhar dessas coisas, como se fosse algo que elas realizaram em vida, como se tivessem construído o ambiente que há em seu redor. O corpo que envolve a alma, as cidades que abraçam esses corpos, o Mundo abrigando a todos. Vivi, até o momento presente, em um único bairro, a maioria por aqui viveu. Às vezes, fico sabendo de histórias de pessoas que nasceram em uma situação difícil e hoje andam pelas ruas como mendigos, loucos, alcoólatras ou desabrigados. Às vezes, fico sabendo de histórias de pessoas que nasceram com um padrão de vida excelente e hoje são desabrigados, pródigos, viciados, loucos ou mendigos. É como você vive. Porque o modo, em muitos casos, você não escolhe. Mais ao longo da vida sempre surgem escolhas, talvez você não se arrependa hoje nem daqui a um ano, por escolhas erradas. Talvez não se arrependa nunca. Cada um sabe o que faz, cada um tem seus motivos para fazê-lo (errados ou não). E de repente você se da conta, de que ainda não sabe nem compreende do que o Mundo é feito. A maioria das pessoas apenas sobrevivem, estão sempre preocupadas com coisas ínfimas e sem valor. A violência anômala, a desigualdade exacerbada, a pobreza, a miséria... Sem falar na marcha em prol da legalização da maconha. É inadmissível que se aceite um manifesto desses, liberdade de pensamento e expressão é um direito de todos, porém, não se confunde com fazer apologia ao consumo de drogas, que é crime previsto em artigo do Código Penal brasileiro. Desvincular a droga da violência social e familiar é um verdadeiro absurdo. Relacionar a droga somente ao prazer (diga-se de passagem, em curto prazo) ou como sendo uma erva fraca é um absurdo pior ainda. Quantos morreram, roubaram, mataram e destruíram suas famílias pela dependência da droga, sem falar nos males a saúde e ao cérebro. Legalizar para quê? Se já consome mesmo sendo ilegal. Além disso, o ato de legalizá-la não a tira facilmente das mãos dos traficantes. Ta com preguiça de subir no morro (ou ir na “boca”)? Quer comprar a droga em alguma farmácia, pedir genérico, desconto, parcelar no cartão de crédito e ainda contar com o serviço de “Maconha Express - A droga vai até você”?! Agora, quer usar? USA, mas trabalha para sustentar teu vício, não vai roubar teus pais nem ninguém. Ao olhar o noticiário, a gente constata que o que causa espanto, amanhã pode vir pior ainda. É pai jogando filha pela janela, é pai praticando incesto e mantendo filha por 24 anos em porão - alguns de seus filhos/netos nunca viram a luz do dia por também ficarem presos no “bunker”. E isso tudo vai causando comoção, revolta, curiosidade, conformismo e preguiça. É quando eu me pergunto: onde vamos parar? Do que esse Mundo é feito? Enfim, você chega à conclusão de que essas respostas não vêm em um dia, nem em um ano; de repente você se da conta, de que vai continuar sem obter resposta ao longo de sua vida. E são as perguntas sem respostas, que fazem você ser quem é. E o modo como se escolhe viver, não vai ser mais importante, do que o que se vive sem escolha.